Tem algo cheirando mal nessa atualização!

Aproveitando a efevercência em minha corrente sanguínea e partindo do pressuposto que não tenho obrigação (neste blog) com cordialidade e meias opiniões, esse texto vai soar meio que um arroto. Um vômito, pra ser mais verdadeiro.

Manter um perfil em rede social se transformou em tarefa que sempre vem acompanhada de tensiômetros. Porque sinto que a qualquer instante minha pressão pode explodir… Tudo bem. Estamos em terra livre. Eu falo o que eu quero. Todo mundo tem direito de se manifestar como quiser.

Acontece que, como é mais fácil se expressar por palavras (às vezes até incompreensíveis), tudo aquilo em que se pensa e, jamais seria dito verbalmente, vira postagem. Ou não é?

A plataforma do Facebook, por exemplo, é como se fosse um grande lobby, onde todo mundo conversasse, interagisse e compartilhasse os mais infinitos assuntos e possibilidades de expressão. Há quem não veja assim e faça desse espaço público um diário emocional, um cronômetro vital, listando suas atividades desde passear com o cachorro a escovar os dentes.

Não que seja errado. Quem seria eu pra comensurar? Mas acho que bom senso demais nunca é veneno.

E partilho do mesmo direito de não querer ouvir os que querem falar!

Desde então, eu vivo esta rotina: cancelar subscrições de tantos “amigos” que não acrecentam em nada, nada mesmo, a este espaço de convivência pública.

Nem ao menos com uma inteligente piadinha de português ou de bixa.

Essa minha rotina de cancelar atualizações atualmente, associo ao clássico dilema dos casos de mau-hálito que se tem no cotidiano. É uma alusão paradoxal, mas há quem me compreenda…

A gente sempre tem vergonha de aletar um amigo, cujo hálito seja difícil de ser inalado. E já que ninguém diz, as pessoas acabam se afastando. Por vergonha.

É o mesmo caso: eu tenho vergonha de ir até alguém da minha rede de amigos e dizer:  “ Tuas postagens estão com mau-hálito!”

E a solução acaba sendo a mesma:  se afastar, cancelando atualizações.

Mas, quase sempre, o mau-hálito não é culpa de quem o tem. Na maioria das vezes, o dono nem sente mais. Já é fadigado a fedentina.

 

Imagem

Vai dizer que com as postagens do Facebook não é assim?

Tenho duas teorias bem taxativas e crédulas para mim: ou as pessoas fazem questão de ser incovenientes

Comumente mau-hálito é curado com creme dental. Já as postagem parece-me que produto tão superficial não dará conta. e acham engraçado ou realmente aquilo que se posta ali é, de verdade, o que sai de suas cabeças.

Talvez tudo o que eu tenha escrito aqui seja visto como baboseira também.

Mas eu é que não vou sugerir dentista e apontar halitose de ninguém. Espero que chegue uma hora em que as mãos sejam postas na consciência ou, em forma de cuia, em torno da boca e do nariz. 

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~ por automidia em 04/06/2012.

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