Vai um copinho aí?

Mesmo sendo o dia de hoje marcado pela eliminação de alguém no BBB, podendo acarretar a saída da minha favorita, Ana Marcela, não falarei nem sequer um parágrafo sobre tal.

Prefiro relatar um fato que achei curiosíssimo ontem, enquanto assistia Viver a Vida. Talvez fosse coincidência, mas eu achei estranhíssimo.

A cada cena, numa seqüência de seis ao todo, meu estômago embrulhava e por pouco eu não vomitava. Falar de bebida pra alguém de ressaca, como eu estava nessa segunda, era o mesmo que me dar um soco na barriga.

Brincadeira.

Não foi bem assim.

Parecia merchandising, mas não era. Pareceu-me característico de comerciais, mas em momento algum marca nenhuma aparecia.

Na primeira cena, as pessoas que moram na vila, na pensão dos médicos, bebiam cerveja geladíssima em meio a diálogos, dores de cotovelo e confecção de doces para festas.

Na segunda cena, embora a bebida não aparecesse, ela foi citada. A personagem Ingrid, mãe dos gêmeos, dizia não costumar beber, mas beberia naquela noite para tentar combater a insônia.

Antes do intervalo, a cena que começara era um telefonema entre Thiago Lacerda e seu amigo lá. Lacerda rejeitava um convite para beber e mandava o amigo tomar todas por ele.

Outro bloco iniciara e o álcool continuava a permear as situações. Aparecia agora, o amigo de Lacerda e mais duas amigas em um bar. Caipirinha de morango para uma delas e a outra, que é a única alcoólatra da novela, pediu uma água.

– Sem gás, por favor!

Ao entrar em casa, bêbado, o advogado Gustavo encontra a empregada de plantão esperando-o. Era a próxima cena em que o álcool se faziza um personagem bem ativo.

Por fim, a cena em que os personagens principais aparecem: o álcool e as verdades ditas. Opa! Quero dizer, Marcos e Helena.

O personagem de Mayer tomou mais alguma e ridicularizou a própria mulher.

Não sei se realmente eram necessário todas essas referências às bebidas alcoólicas em curtíssimas durações de tempo. Não acompanhei o capítulo do sábado, para saber se a trama corria realmente com o copo cheio.

Poderia pegar um pouquinho  mais leve, né?

Imagino a quantidade de menores que ao ver cenas como essa não pensariam em beber. Ou senhoras que a partir de então usará vinho como remédio pra dormir, entre outras coisas…

Não sou daqueles que acreditam na total influência da mídia sobre alguns comportamenos.

Mas se  pra mim, que me julgo dono e controlador de minhas faculdades mentais e arbítrio, encheu-me a boca d’água ao ver as cervejas geladas, o que será que poderia acontecer com alguém que se deixa guiar por outros instintos?

Vamos devagar.

Anúncios

~ por automidia em 01/26/2010.

3 Respostas to “Vai um copinho aí?”

  1. Nossa… confesso que nunca tinha pensado por esse lado!

  2. Não pensei nisso ontem, mas parece que a bebida tá bem presente nessa novela do Manoel Carlos né?

  3. Muito bem observado.
    Eu não assisto a novela,mas concordo plenamente com você…A novela que a juda a diminuir o preconceito contra pessoas deficientes por que não pode influênciar no comportamento das criaças e adulto.E mais,enquanto uma sofre pra largar a bebida,o elenco dá um show de desaforo e bebe sem parar..
    Absurdo.
    Muito show o blog cara.
    Se der pra passar,fica a vontade.
    blogdolenivaldo.blogspot.com

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: