Mais engraçado que o original. Aposto!

Pelo menos esses inícios de madrugada que permaneço online estão servindo, no mínimo, pra ter idéias e recordar passagens da minha existência que julgo ser merecedoras de um relato neste blog. Em uma de muitas conversas via MSN, lembrei-me de alguns fatos ocasionados pela mesma essência: a paródia.

Didaticamente falando, paródia consiste na releitura, geralmente cômica de uma obra literária, musical, cinematográfica ou qualquer forma de expressão.

Mas no meu caso, servia entre outras coisas, para amedrontar os colegas de classe.

Para os amigos mais chegados e para aqueles que tinham alguma característica protuberante, a música era feita. Uma das mais marcantes e depreciativas recorde-me, foi a destinada ao mau-hálito de uma colega. O ano era 2001, e o sucesso Cavalo Manco serviu de base para a brincadeira. O trecho original que seria:

“Chega pra cá, meu bem, que eu vou te ensinar

A nossa dança do estado do Pará

É o Calypso que chegou para ficar

Nesse suingue você também vai entrar.”

Ficou:

“Afasta pra lá, meu bem, não vou mais agüentar

Esse teu bafo faz qualquer um desmaiar.

Com a boca limpa, você pode vir pra cá

Hálito fresco todo mundo vai gostar.”

O que a princípio não passava de brincadeira, ganhou outra proporção. Várias outras músicas foram compostas e em parceria com outros amigos, pensávamos até em gravar CD. Hehehehe

Alguns anos antes, mais ou menos na minha sétima série, houve um concurso de paródia, promovido pela professora de redação. Os amigos mais íntimos pediram-me pra que eu fizesse além da minha, a paródia deles. Muito contrariado, acabei fazendo. Resultado: as quatro paródias que eu tinha criado pros outros, disputavam a final comigo. Mas não por sorte, por artimanha, a minha, quer dizer, a que eu estava cantando, acabou ganhando mesmo. Meu trunfo foi ressaltar na letra as qualidades, e não os defeitos, da professora.

Essa história de parceria, às vezes, só dá prejuízo. Ou uma leve dor de cabeça.

Tínhamos uma amiga, cujo cabelo consistia em uma fibra difícil de domar. Pra ser eufêmico…

Essa característica foi um prato cheio para juntamente a outra amiga, compor um dos grandes sucessos parodiais de nossa escola. A música fez tanto sucesso que ganhou um concurso dentro de um Festival de Música entre todas as turmas do colégio. O impasse surgiu depois da vitória, na hora de dividir o prêmio!

Eu achava, como ainda acredito, e tem que ser assim mesmo, que além da letra, pesa muito a questão interpretativa e visual. Confirmando essa minha tese, me vi no primeiro período na Universidade, diante de outro concurso de paródia. Junto com mais dois amigos, acabamos levando o prêmio. Alem de cantar a paródia no palco, montamos rapidamente um cenário improvisado e uma dramatização encima da música.

A letra falava da buraqueira que se encontrava em algumas avenidas de João Pessoa. Eu era o garçom que intermediava a conversa entre um síndico e um inquilino. O refrão original da música “Você não me ensinou a te esquecer”, cantada por Caetano Veloso transformou-se em:

“ E agora, só vejo os políticos na TV

E essa buraqueira ninguém ver

Vou pedir patrocínio a Polari¹

ele vai ter que me atender e me ajudar

A comprar cimento

Dez sacos pra tapar cada buraco

E o prefeito nessas horas eu não acho

No abismo o meu carro atolou

Eu to sem passe² , volto pra casa sozinho”

Dessa vez não precisou puxar o saco da professora não. Até por que o jurado era outro professor.

E quisera o destino, que o jurado desse concurso tão sem importância, fosse o mesmo que quatro anos depois, estaria me julgando na banca da minha monografia.



1: Rômulo Polari; Reitor da UFPB na época.
2: Passe-estudantil; ticket de meia passagem usado por estudantes.
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~ por automidia em 11/25/2009.

2 Respostas to “Mais engraçado que o original. Aposto!”

  1. hehe…
    interessante as assossiações…
    a criatividade e a forma de expressão tão divertida
    que acaba fazendo realmente pensar
    sobre os temas propostos..
    eu tbm lembro das paródias…
    orsrsrs
    até umas meio que contemporaneas…
    talvez até vc conheça tbm
    hahaha
    abraço!

  2. kkkkkkkkkkkkkkkk
    nem lembrava mais da letra Manel..
    muito bom, cara!!!

    abraço!!!

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